domingo, 14 de outubro de 2007

Padre do Vaticano admite ser gay

O Vaticano suspendeu um sacerdote bem colocado na Santa Sé por ter admitido publicamente a sua homossexualidade. A confissão teve lugar durante uma entrevista televisiva anónima, durante a qual a sua voz foi distorcida e o rosto oculto.

O padre afirmou “não se sentir em pecado” por ser homossexual, mas preferia manter o anonimato “para evitar reprimendas dos superiores, devido à actual posição da doutrina católica face ao celibato dos padres e à homossexualidade”. Infelizmente foi descoberto.

O porta-voz oficial do Vaticano, Federico Lombardi, revelou ontem a suspensão do sacerdote até o caso ser devidamente investigado e considerou que a Igreja “tem de intervir de forma severa e decisiva num caso de comportamento incompatível com os deveres sacerdotais e a missão da Santa Sé”. Apesar de a Igreja não considerar as tendência homossexuais erradas em si mesmas, exige dos padres o respeito pelo voto de castidade.

Chega de hipocrisia e assuma-se a verdade, por muito inconveniente que ela possa ser. Apesar dos votos de castidade feitos pelos sacerdotes, todos sabemos, como um dia o grande Eça referiu, que:
"Todos são do mesmo barro!" - sobem em dignidades, entram nos cabidos, regem os seminários, dirigem as consciências envoltos em Deus como numa absolvição permanente, e têm no entanto, numa viela, uma mulher pacata e gorda, em casa de quem vão repousar das atitudes devotas e da austeridade do ofício, fumando cigarros de estanco e palpando uns braços rechonchudos!
E é desta forma que os nossos padres fazem mais parte da regra do que da excepção. Infelizmente são inúmeros os padres que mantém em segredo as suas relações sexuais (hetero e homo) sob pena de serem condenados ao “exílio” da Igreja Católica Apostólica Romana.

Claro que as regras, sejam elas quais forem, devem ser cumpridas, mas não devia a Igreja rever uma matéria que é, talvez, quase contra-natura – O Celibato. Parece-me ainda uma forma de evitar pseudo-escândalos sexuais, com os quais uma parte da sociedade pretende tirar partido, colocando em causa a Instituição e os seus valores.

Relativamente à homossexualidade, o Vaticano proibiu em 1961 a admissão de homossexuais nos seminários mas em 2005 mudou de política. À luz das novas normas, os homens com comportamentos homossexuais “transitórios” podem ser ordenados após três anos de oração e castidade. Menos mal.

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